Nos olhares da plebe
o abandono, do deus
do falar, depois impresso
do todo que se leu.
Enquanto Arte do Gueto
pobres mostrando seu lado
o mesmo sofrimento negro
a que chamou-se Fado.
Ontem, levados ao cárcere
Hoje, aos camelôs da rua
Vê-se um sutil lançar-se
Em busca da palavra nua.
Ontem, vara criminal
Hoje, cadeira universitária
Preto, pobre, de pirraça
descreveu na trajetória
antiga corrente
falada
que trouxe o objeto da caça
o meio
a terceira margem
do rio de mágoas marcadas
com letras de sangue e suor
na marginal,
de fora,
o que ficou,
cravado,
em sinistro ranger
de ossos.
A infame, senil,
cadavérica
memória
da História.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
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2 comentários:
Acho linda essa temática... Me faz acreditar na Arte engajada (sem artificialidade), embora tema o mesmo que você...
Medo de ser os branquinho aplaudindo... os boy... vc me entende, né?
Mas ao mesmo tempo, creio que compartilhamos o mesmo espírito que eles... Por isso não paro de fazer igual, nem você.
Ótimo, amigo.
Abraços
Passa lá no Blog
Tem algo interessante lá!
Comenta se quiser... mas me contento só com a leitura
Abraços
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